segunda-feira, 16 de outubro de 2017

I...



I come to you defenses down
With the trust of a child
Red rain is pouring down all over me
And I can't watch any more
No more denial
It's so hard to lay down in all of this
..........
Did I dream this belief
Or did I believe this dream?
Now I will find relief
I grieve
-Peter Gabriel

terça-feira, 3 de outubro de 2017

The big sleep


Vencido pelo cansaço. 
E nada mais ter para dizer.
Vou dormir
e ai do sonho que se aproxime de mim.

O equivoco


We got it together, didn't we?
We've definitely got our thing together, don't we baby?
Isn't that nice?
I mean, when you really sit and think about it,
Isn't it really, really nice?
I can easily feel myself slipping in more and more ways
That super world of my own.
Nobody but you and me.
We've got it together baby

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

F a k e


How fake is your love?
How fake are you?

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Uma estação antes



«...ao penetrar-te, dizia-te que te estava a abrir com o meu desejo. E se há desejo assim urgente, talvez seja paixão e assim sendo, talvez haja apaixonamento. E é uma estação antes de haver amor.»

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Mais essência



Entristece-me o derradeiro animal antes da sua extinção. Essa terminal solidão. Nele está tudo o que é de essencial. Mas sem corpo, nada se manifesta. Nem ideal, nem essência, nem nada.
Nunca olhamos as estrelas sem que elas nos devolvam sempre algo: a nossa verdadeira dimensão, o nosso lugar, a nossa viagem. A nossa essência.

Essência



Será que uma essência é como um ideal? Nunca morre? Mas os ideais morrem. Os ideais parecem alma, mas são corpo. E amamos a essência, amamos o ideal ou amamos o corpo? Talvez amemos o corpo, sejamos seduzidos pelo ideai e com um pouco de sorte, ficamos com a essência.

domingo, 3 de setembro de 2017

No princípio


Estamos sempre no principio,
que é onde devemos estar
Aqui contemplamos os nossos horizontes,
sonhamos o romance de nós próprios.
Por vezes quero ir mais além.
Roubar-te o coração e a alma vir atrás.
Ocupares-me o corpo
para que veja e sinta o mundo
um pouco como tu.
Erguido nos teus pés,
na compaixão do teu olhar,
no lume da tua boca
na paz do teu tactear.
Amar-te é sentir o mundo com o teu coração.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Genesis




Pode o dia ser mais azul? Pode o sentir revelar-se constelação de cumplicidade? O momento vai planando para trás e para diante, no voo de esquecer o rasto e de acender a direcção. E no mais suave dos toques revela-se o momento de criação. Nesta planície, podemos adormecer e o sonho será o que está a acontecer.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Vertigem


«Hoje é mais um dia em que não me apetece existir. Até quando podem suportar essa ausência de mim mesmo? Até quando aguentarei a tentação da vertigem?
........................
A melhor maneira de estar na vida é estar ausente dela. Ser espectador do mundo, sentado ao fundo dum espelho, tomar a realidade por reflexo, escutar as estrelas, a suavidade das luas, o vento, a chuva, e não desejar um rosto para o corpo.»
-Al Berto

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Portanto



As estrelas que vemos no céu parece que são o passado. Estando a milhões de anos de distancia, a luz que nos chega partiu delas em nossa direcção há milhões de anos. Portanto, quando olhamos o firmamento, estamos a olhar o que de facto já não existe. Ontem lembrei-me de algo. Para alguém que esteja lá, nessas estrelas que possivelmente já nem existem e vejam no céu uma estrela que é o nosso Sol, já não existiremos para essa pessoa, uma vez que a luz do nosso bom velho Sol terá demorado milhões e milhões de anos a lá chegar. Ou seja. Em algumas partes do Universo, nós de facto, já não existimos.

domingo, 20 de agosto de 2017

S/ Título



As peças colocando-se em posição para jogarem, para serem jogadas. O caminho que é a eternidade desta madrugada daqui... Madrugada para mim, crepúsculo para ti... Sol, Sol, Sol... A nossa SOLidão vertida em lágrimas de vidas passadas caídas em cima de nós para nos orientarem no azul vertiginoso da passagem. Quem somos nós, quem fomos? No que nos transformamos? E quem, o que deixamos de ser?

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

The occasional «fuck you»


Aqui fica a beleza do poema inacabado.
Um breve instante de um momento de um tempo
à procura de se cumprir.
Esta será a melhor história de amor de sempre
porque nunca aconteceu.
James Dean morreu antes do seu tempo,
a poesia deixou de ter futuro e quedou-se perfeita.
Ninguém tem mais de acreditar. Infiel é o amanhã.
O presente fica por abrir.

sábado, 5 de agosto de 2017

O dia vinha longe ainda


Uma ave negra na noite veio pousar-me nu ombro e disse-me ao ouvido tudo feito de penas e voos e caminhos nas alturas difíceis de encontrar. O nada que fiquei a saber soube-me a tudo. Soube bem o azeviche da pelugem a lembrar que o dia vinha longe ainda. Enquanto levantava voo disse haver ainda tempo para sonhar. Desta noite faço um envelope e ainda o conseguiu agarrar. Leva-me os sonhos para onde já não houver chegar. Fico a sonhar com o meu voar, esse que me deixaste nu ombro, ligeiramente a sangrar do teu agarrar.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Miragem


Ficas triste e irritas-te como uma menina.
Amas e ris com a inocência de uma menina.
Encolhes os ombros e caminhas
como uma menina.
Ganhas lanço na conversa
como uma menina e argumentas
como quem acredita ainda.
E eu ouço e quase acredito também.
E quando dormes o teu sono de andorinha,
sei que no silencio da tua respiração,
sonhas a calma Primavera da tua essência.
E eu escuto até adormecer,
pensando que talvez não seja possível tu existires.
Ainda que estejas ali mesmo ao meu lado.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Check it out:


https://www.youtube.com/watch?v=a2L24Ie8P1c