terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

(mais um) Poema à claridade

Da mestria das esquinas obscuras já pouco se sabe.
E porquê? Porque a contaminação acaba sempre por chegar.
Ninguém lhe sente o cheiro, ninguém a vê,
e o instinto é uma criança sozinha no parque de diversões.
Por entre o nevoeiro e as chaminés fumegantes,
quando olho para cima, convenço-me de que não é um sonho,
que é o dia mesmo a nascer.
E ontem… Tudo estava apenas fora do lugar.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ferida

Suicídio sentir, suicidário criar tijolo a tijolo o muro que nos une. Afinal era sozinhos que falávamos. Assistido desistir na intermitência da linha cada vez mais constante. Não haverá sangue ou sono, mas um deixar de existir na ausência de espanto.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Nem sempre

Ser
etéreo.
Ser
miragem
sólida
como sonho.
Ser
passado
presente,
ser
para sempre.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

24.01.09

No labirinto das paredes altas
A cauda do gato sempre escapa
À calcadela. Depois de tanto se correr,
Depois de tanta esquina se virar,
Fica-se com a sensação
De nunca se ter chegado a partir.
Do outro lado, pensa-se sempre
No outro lado. O outro lado
É aqui. Deste lado.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Not here

Everybody is not here.
Everybody is somewhere else.
And when I'm somewhere else...
Everybody's here.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Longe dentro

Escondida te vejo
bem longe dentro
do meu coração
na cidade que desabito.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Speed

Speed is moving real slow
when the whole world
is passing by real fast.
When our speed
and the world's
are the same
we are either dead
or in a state of bliss.