sexta-feira, 1 de junho de 2018

Aguardar


Se aguardamos o impossível, 
teremos o bom senso de presumir 
que nunca irá acontecer?

domingo, 27 de maio de 2018

Silence.


After all the laughter and all the pain,
After the cumpulsion of doing it all again.
all that remains is silence.

sábado, 12 de maio de 2018

Awakened


PEACE! peace! he is not dead, he doth not sleep,—
  He hath awakened from the dream of life;
-P. B. Shelley

domingo, 6 de maio de 2018

Habitar a memória


Não há tempo perdido. Se assim fosse, porque existiria memória? Que há de igual entre os dois? É o facto de nunca permaneceram estacionários. Progridem sempre. Connosco, na vida. O único tempo perdido é aquele que não deixa memória. E a única memória que não merece ser recordada é aquela que se perdeu no tempo.
Portanto, o que é isto que vivemos agora a cada instante? Isto a que chamamos vida. Não a vida de respirar, de existir, de envelhever, mas a vida que vem de sentir, de saber.... de sentir que estamos vivos? Talvez tempo e memória gerando um entrelar perpétuo? Porque vida e morte não podem avançar no tempo senão entrelaçadas.
Uma vez pensei que morrer é passarmos a habitar a nossa própria memória. Consequentemente, o modo como vivemos  proporcionar-nos-á habitar um paraíso ou um inferno.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Shall I?


 «Shall I tell you what I find beautiful about you?
You are at your very best when things are worst.»
-Starman, John Carpenter

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Regato


«Quem me dera que a chuva da noite viesse, e depositasse em tuas pálpebras a tempestade da terra. E quando abrisses os olhos, me pudesses ver no clarão dum relâmpago. E a tristeza húmida nascendo dos lábios, onde o insecto de ouro se revolve na saliva.
Quem me dera que a chuva viesse e nos diluísse um no outro. E pela noite corrêssemos como um regato em direcção ao mar».
-Al berto

domingo, 18 de março de 2018

A parva eternidade

Que luz é esta tão maltratada pelos amantes?
Que fazem eles afinal senão caminharem para o final?
Não há eternidade, não há fé ou redenção.
Há o momento sem igual, reacção em cadeia a
encarcerar-nos alegremente na jaula do outro.
De boa vontade derrubamos vezes sem conta
o candeeiro tão fragil a gemer. De alegria, sei agora.
Candeeiro velho vandalizado pela intensidade
do instante para sempre. E ele dá luz, dá dor,
deixa o amor seguir seu curso. Determinado,
em reincidente casamento. Não há dor que aguente
momentos assim. Nem escuridão.
There is a light that never goes out.
E com ela tudo faz sentido. Até a parva eternidade.
Que sabe ela afinal do nosso instante
quase às escuras? Que sabe ela desta luz
nosso perfume, nosso segredo?