domingo, 20 de agosto de 2017

S/ Título



As peças colocando-se em posição para jogarem, para serem jogadas. O caminho que é a eternidade desta madrugada daqui... Madrugada para mim, crepúsculo para ti... Sol, Sol, Sol... A nossa SOLidão vertida em lágrimas de vidas passadas caídas em cima de nós para nos orientarem no azul vertiginoso da passagem. Quem somos nós, quem fomos? No que nos transformamos? E quem, o que deixamos de ser?

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

The occasional «fuck you»


Aqui fica a beleza do poema inacabado.
Um breve instante de um momento de um tempo
à procura de se cumprir.
Esta será a melhor história de amor de sempre
porque nunca aconteceu.
James Dean morreu antes do seu tempo,
a poesia deixou de ter futuro e quedou-se perfeita.
Ninguém tem mais de acreditar. Infiel é o amanhã.
O presente fica por abrir.

sábado, 5 de agosto de 2017

O dia vinha longe ainda


Uma ave negra na noite veio pousar-me nu ombro e disse-me ao ouvido tudo feito de penas e voos e caminhos nas alturas difíceis de encontrar. O nada que fiquei a saber soube-me a tudo. Soube bem o azeviche da pelugem a lembrar que o dia vinha longe ainda. Enquanto levantava voo disse haver ainda tempo para sonhar. Desta noite faço um envelope e ainda o conseguiu agarrar. Leva-me os sonhos para onde já não houver chegar. Fico a sonhar com o meu voar, esse que me deixaste nu ombro, ligeiramente a sangrar do teu agarrar.