domingo, 21 de fevereiro de 2010

Silêncio que sou

Hoje sou silêncio
sou as gotas de chuva a deslizarem na janela
Sou os carros a passarem ao longe.
E dentro de mim.
Tudo se mistura no silêncio que sou,
Desejo de te saber perto na distância mais doce...
Hoje sou silêncio de mel, pelo sol que guarda,
a doçura que oferece e a cor que me faz sorrir
quando me lembro de ti.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Palpável

Não nos detemos na ilusão. Construímo-la e tornamo-la real como brinquedos de nosso jovem sentir. Mudamos a paisagem ou mudou-nos ela a nós? Tudo é profundamente palpável e os sentidos desabrocham feitos primavera primordial. Alguma vez não foi assim?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

No desaguar

Sonhei que sonhava com os meus pés.
Sonhei que os meus pés sussurravam entre si
algo sobre o desaguar da transparência em que eles se banhavam.
Eram dias alegres, dias de impermanência,
pois afinal, de um sonho se tratava.
Um sonho a sonhar um sonho
ou talvez a sonhar-se a si próprio.
Ecos do docil desassossego do pensar em nada.
No nada que tudo abriga em si, e tudo canta
na dolência do ritmo da absorta inocência.
O nada que se pensa vai e volta
embalado no desaguado agora.
Ecos como caricias de mim,
na água que para mim dança.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Perfeitamente

Perfeitamente, como o teu falar curvilíneo.
Sim, perfeitamente, porque a perfeição
é desbravar a beleza indígena do que por vezes ousamos sonhar.
Sim, sim sempre quando se começa a viagem,
mas ainda não sentimos o doce balancear.
Perfeitamente, quando nossos agora
se enlaçam e se escutam e se...encantam.
Como é o antecipar do momento?
É luz? É orvalho? É mar? És tu a falar?
Sim, perfeitamente.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

8.2.2010

Verde é a cor da esperança,
amarelo é a cor da felicidade,
azul é a cor da tranquilidade,
vermelho é a cor da paixão.
Agora faz teu próprio poema.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

8000!

8000 visitas....
A cada uma o meu obrigado.
P.R.N.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Contigo

Não sei, não consigo pensar. O tudo que me rodeia é amplo como o mais pequeno e anónimo pensamento. Rodopio no eixo por ti afirmado sem sequer o desejares. Mas eu desejo o silêncio das carícias do nosso pensar. É noite aqui, é doce aqui contigo.