quinta-feira, 1 de março de 2018
domingo, 28 de janeiro de 2018
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Ainda
É incrível o que fazemos uns aos outros, o que colocamos nas costas uns dos outros. Nos olhares, feridas e almas uns dos outros. A erosão, a agressão, a básica e nua violência. E fazemo-lo às pessoas que gostamos de ter perto de nós, com quem criamos boas memórias e laços de cumplicidade. Atravessamos esse campo de batalha e não somos mais os mesmos. Não nos reconhecemos dentro de nós e não reconhecemos o outro. Somos fatalidades de guerra. E como se sobrevive a isto? Pois ainda não cheguei a essa parte. Sei que estou vivo e sei que me doí estar vivo. Talvez comece por sentirmos que ainda estamos vivos.
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Um outro mundo
Um outro mundo, O mesmo mundo. O que nos liga a todos? Sermos Natureza? Sermos almas que falam a mais antiga das linguas? A lingua do silêncio? Não há gestos pequenos. São todos grandes e todos podem mudar o mundo. E só isso bastaria para perceber como somos Natureza. Tudo está ligado a tudo mais. Não existe estar isolado. Há sempre um fio. E é este que muitas vezes desrespeitamos. Não aquilo que nos separa, que é nada, mas aquilo que nos une. E daqui nascem todas as lágrimas do mundo. O mundo que nos é, o mundo que somos.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
Small time Shiva
You deal with your machines,
your twisted fears, tears and dreams.
You are your own ruin. You are a no-man's land.
Nothing good grows of you.
Better if you are left alone.
Leave life for the living.
You are a small time Shiva.
You too have become death.
What you touch you destroy.
So I'll keep my distance.
Until the end of time.
(«A vida é feita de esperas ou de quimeras? É que eu só quero ser feliz.»)
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
a flower?
Há água no deserto,
há terra no meio do mar.
Há o estar só na multidão,
há sempre alguém na solidão.
Umas vezes encontro-te, outras vezes, não.
E quando te encontro, tenho de lidar
com o abismo no meu olhar.
E é então que me sinto afogar.
E só penso: quero ar, quero ar.
Água, terra, mar... Que se foda o teu olhar.
Um dia, a faca na íris,
um dia até ao último dia.
há terra no meio do mar.
Há o estar só na multidão,
há sempre alguém na solidão.
Umas vezes encontro-te, outras vezes, não.
E quando te encontro, tenho de lidar
com o abismo no meu olhar.
E é então que me sinto afogar.
E só penso: quero ar, quero ar.
Água, terra, mar... Que se foda o teu olhar.
Um dia, a faca na íris,
um dia até ao último dia.
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
A Dream Within a Dream
Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow —
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day,
In a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.
-E. A. Poe
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