sexta-feira, 29 de junho de 2018

É assim


Um voo girassol de sol frontal na timidez das nuvens.
Bom olhar assim os deuses e poder continuar vivo.
Vivo no medo das alturas, não de voar.
Vivo para desafiar teu olhar de mármore.
Seja este o derradeiro duelo
e fertilizemos ambos a terra.
Novos girassois para o olhar do sol,
para o voo dos corvos do meio dia.
É assim o amor: um morrer.

Se não há salvação, 
é sensato esperar por ela?

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Aguardar


Se aguardamos o impossível, 
teremos o bom senso de presumir 
que nunca irá acontecer?

domingo, 27 de maio de 2018

Silence.


After all the laughter and all the pain,
After the cumpulsion of doing it all again.
all that remains is silence.

sábado, 12 de maio de 2018

Awakened


PEACE! peace! he is not dead, he doth not sleep,—
  He hath awakened from the dream of life;
-P. B. Shelley

domingo, 6 de maio de 2018

Habitar a memória


Não há tempo perdido. Se assim fosse, porque existiria memória? Que há de igual entre os dois? É o facto de nunca permaneceram estacionários. Progridem sempre. Connosco, na vida. O único tempo perdido é aquele que não deixa memória. E a única memória que não merece ser recordada é aquela que se perdeu no tempo.
Portanto, o que é isto que vivemos agora a cada instante? Isto a que chamamos vida. Não a vida de respirar, de existir, de envelhever, mas a vida que vem de sentir, de saber.... de sentir que estamos vivos? Talvez tempo e memória gerando um entrelar perpétuo? Porque vida e morte não podem avançar no tempo senão entrelaçadas.
Uma vez pensei que morrer é passarmos a habitar a nossa própria memória. Consequentemente, o modo como vivemos  proporcionar-nos-á habitar um paraíso ou um inferno.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Shall I?


 «Shall I tell you what I find beautiful about you?
You are at your very best when things are worst.»
-Starman, John Carpenter