quinta-feira, 17 de maio de 2012

à volta


cada cabelo é como uma palavra
que fico enrolando à volta do dedo
até me esquecer.
Nada nunca foi perto demais.
Nem o pensamento
dentro da minha cabeça.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Switch

Tenho de te emprestar os meus olhospara veres e descobrires todos aqueles cantos encantadores, todos os meus sítios para te sentires.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Fuck the title, this is for you

We fuck ourselves in the flesh and in the soul. We fuck each other in the flesh and in the soul. We live to fuck. Fuck sex, fuck mind, fuck heart. We fuck to fuck. First I fuck your body, then I fuck your life and then I fuck your body again because you can't stand not to be fucked by me. We are the fucked ones. Each time I fuck you I am actually fucking myself. Come on, I love you, baby. Of course I just want to fuck you but I love you. And you want to be fucked by me, so you believe I really love your sorry ass to allow yourself to be fucked by me. And so, we live in a fucked world and in a country fucked by the rest of the world and fucked by ourselves. We love to fuck and we love to be fucked. The only thing we don't fuck ever is.... Our own ability to generate bullshit! Man... we are bullshit junkies! We open our mouths wide and put our asses way up in the air so we can be fucked deep by all the amount of bullshit we can find. We depend on bullshit to fuck and be fucked. Just don’t fuck me with your bullshit.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Becoming

When I think, I think of myself in all shapes an sizes, for I am full of nothing but myself, for I am my experience of the world. And when I'm in love, I am overwelmed with another that suddenly occupies all of me and becomes more important than myself. There is blood, and it is mine, and from another, rushing in my heart. So my body no longer is a cage, but it becomes the path. Love is a becoming.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Contraponto

Que me dizes do teu desassossego? Nunca falamos de espelhos, embora parecesse ser isso que fazíamos. E tu eras eu e eu era tu e quem somos nós afinal? Que te posso dizer do meu desaguar? Somos contraponto de um outro lugar qualquer onde de facto encalhamos. A minha pergunta devia então ser: se já lá estamos, porque nos procuramos? Olha como eles em reverência se divertem a cada amanhecer? Acertemos o mapa, os tempos, a respiração, o bater do coração.

sábado, 29 de outubro de 2011

Regresso à forma

Eu era fantasma em infiel terra de serpenteantes faces de carnaval sem raíz ou tempo. Eu vagueava penadamente corredores de luminosos queixumes e mágoas eclipsados pela voracidade do breu alado e desgovernado no fundo dos corações. Eu aprendia a reler a a não ver os olhos cegos. Eu renascia longe de mim. Eu recusava, eu sabia. Já aqui tinha estado.

O meu obrigado às presentes 14 000 visitas a este espaço.

domingo, 9 de outubro de 2011

porque

Que venha sábado, domingo, a indolente sucessão dos dias. A presença da ausência de uma futura emoção, o tic tac tic tac das mudanças da luz a sussurrarem o segredo único de viver. E na confusão do eco, nada afinal se aprende. Que venha então segunda-feira e terça até ao cume da semana, de onde tudo se pode quase vislumbrar. Venham árvores, aviões entre as nuvens, telhados cheios de ideias. Destinos escondidos e sonhos idos com as andorinhas. Acaba aqui. Porque...não tem de haver porque.