segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Becoming

When I think, I think of myself in all shapes an sizes, for I am full of nothing but myself, for I am my experience of the world. And when I'm in love, I am overwelmed with another that suddenly occupies all of me and becomes more important than myself. There is blood, and it is mine, and from another, rushing in my heart. So my body no longer is a cage, but it becomes the path. Love is a becoming.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Contraponto

Que me dizes do teu desassossego? Nunca falamos de espelhos, embora parecesse ser isso que fazíamos. E tu eras eu e eu era tu e quem somos nós afinal? Que te posso dizer do meu desaguar? Somos contraponto de um outro lugar qualquer onde de facto encalhamos. A minha pergunta devia então ser: se já lá estamos, porque nos procuramos? Olha como eles em reverência se divertem a cada amanhecer? Acertemos o mapa, os tempos, a respiração, o bater do coração.

sábado, 29 de outubro de 2011

Regresso à forma

Eu era fantasma em infiel terra de serpenteantes faces de carnaval sem raíz ou tempo. Eu vagueava penadamente corredores de luminosos queixumes e mágoas eclipsados pela voracidade do breu alado e desgovernado no fundo dos corações. Eu aprendia a reler a a não ver os olhos cegos. Eu renascia longe de mim. Eu recusava, eu sabia. Já aqui tinha estado.

O meu obrigado às presentes 14 000 visitas a este espaço.

domingo, 9 de outubro de 2011

porque

Que venha sábado, domingo, a indolente sucessão dos dias. A presença da ausência de uma futura emoção, o tic tac tic tac das mudanças da luz a sussurrarem o segredo único de viver. E na confusão do eco, nada afinal se aprende. Que venha então segunda-feira e terça até ao cume da semana, de onde tudo se pode quase vislumbrar. Venham árvores, aviões entre as nuvens, telhados cheios de ideias. Destinos escondidos e sonhos idos com as andorinhas. Acaba aqui. Porque...não tem de haver porque.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Memória da pele

Parou. Deve haver um arco-íris algures. Roupa escorre gotas na pele dos dias líquidos. Por ser Verão no quente refresco antecipado doutros dias aqui confluem, aqui sinalizam derretidamente voos, tesouros num piscar de olhos. A memória da pele tinha saudades da chuva.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Secreto adeus

Como é duro conhecer o verão, essa porta de infinitos restritos pelos sentires da planície resistente à nossa cegueira. Luz, querer a luz quente resistente. Porque tem de ser assim de desenganos e fintas eficientes... Como é duro conhecer e estar-se condenado a esquecer e esquecer é a cela final de onde foge o ténue esboço da esperança. A ideia de sentir... A ideia de fugir por fim respirar fundo e dizer o mais secreto adeus.



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Contraponto

Que me dizes do teu desassossego? Nunca falamos de espelhos, embora parecesse ser isso que fazíamos. E tu eras eu e eu era tu e quem somos nós afinal? Que te posso dizer do meu desaguar? Somos contraponto de um outro lugar qualquer onde de facto encalhamos. A minha pergunta devia então ser: se já lá estamos, porque nos procuramos? Olha como eles em reverência se divertema cada amanhecer? Acertemos o mapa, os tempos, a respiração, o bater do coração.