sexta-feira, 25 de abril de 2008

Inocência

Inocência é felicidade,
é não saber de maldade.
Não devia ter idade,
nem fazer saudade.

Depois a inocência,
se cresce com a gente,
dá-nos um ar diferente,
um brilho que se sente.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Vem

Salva-me da noite esguia, a noite transversal de medo. Faz-me ouvir a tua voz dorida de perdão, de solidão. Diz-me que o caminho é assim mesmo, que não vale a pena olhar para trás. Vem, caminha a meu lado até ao nascer do dia.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A passagem do Tempo

Que nos ensina a passagem do tempo?
Que crescemos? Que somos sempre metade dos cruzamentos?
Que a felicidade existe e se manifesta nas coisas mais simples,
quando dela nos esquecemos?
A passagem do tempo ensina-nos que ele passa.
Que o mistério não está no tempo em si,
mas no instante que de repente se eterniza.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Manhã obscura

De um tempo que foi inocente
para um tempo de dúvida...
Faço uma pausa no galante optimismo
e questiono se é esta a luz para o caminho.
Ele continua a dar-se a nós, livre.
Porque trazemos então pedras nos bolsos?
O amor que fizemos ontem, foi para onde?
Entretanto, aqui estou, sabes?
Aqui estou.

sábado, 5 de abril de 2008

Entangled stream

An entangled stream of joy and sorrow
is the legacy of love.
They both bring tears to one’s eyes.
But while sorrow makes you crawl,
joy rises you to the skies.
Thus a sense of hope and faith
always makes you stand tall
when you think it’s too late.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Regresso

Regressaste-me de fugida.
Soube-me bem saber-te perto.
A viagem respirou fundo e depois bateu as asas
sem se importar que a noite havia chegado.
Era tempo de sonhar. Era tempo de reencontrar.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Aurora

Aurora d'ouro inocente alastra pelo céu obscuro, aparta-lhe o escuro e as estrelas lá se vão em fila indiana porque assim foram sonhadas, talvez para melhor as contar. As sombras regridem sem que ninguém dê por isso, embora não saibam de onde vem aquela música longínqua, mas sabem sempre de onde vem a luz; pudera, é essa a vida delas: darem-se à luz. Em momentos assim, o melhor é não pensar em nada. Se o sol está a nascer, o melhor é ser como ele e nascer também. Ser o cheiro das flores que para ele se viram, ser o cheiro da terra húmida, o chilrear dos pássaros, lá ao longe a ecoar no pinhal...