Ponderando a ausência, como se o calor do teu corpo ainda o desenhasse nos lençóis. Foi tudo rápido, assim com a lentidão dos entardeceres de Verão. Só que é Inverno e já não estás aqui. Enquanto pela rua caminhas, ainda sentem tuas coxas o toque dos meus lábios, de minha língua? Oh, se a chuva caísse, para abrandar o frio e nos unisse no nosso amor por ela? A noite vai ser longa, a criatividade não vai chegar nem o sono… Encontramo-nos amanhã, talvez? Mesma hora, mesmo local?segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ponderando a ausência
Ponderando a ausência, como se o calor do teu corpo ainda o desenhasse nos lençóis. Foi tudo rápido, assim com a lentidão dos entardeceres de Verão. Só que é Inverno e já não estás aqui. Enquanto pela rua caminhas, ainda sentem tuas coxas o toque dos meus lábios, de minha língua? Oh, se a chuva caísse, para abrandar o frio e nos unisse no nosso amor por ela? A noite vai ser longa, a criatividade não vai chegar nem o sono… Encontramo-nos amanhã, talvez? Mesma hora, mesmo local?quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Terra da noite
Terra da noite no brilho cadente da estrela.Tudo se ilumina no breve momento
de respirar fundo.
Nascer do dia, distante ainda,
Nascer do dia, distante ainda,
trará o lilás das flores altivas.
Sombras apaziguar-se-ão.
A vez delas dormirem chegou....
A vez delas dormirem chegou....
sábado, 31 de julho de 2010
Vem aí
Azul brilho de sol bate na vidraça da janela e sorri ao meu sorriso de ti na dança das asas da preguiça.
Penso no castanho do teu olhar.
Ele voa em asas azuis, descobre o tecto das nuvens.
Elas sentem, assim como as cores.
Olhar distraído, olha-me, olha a luz.
Sente cheiro de mato, de flores
onde pousara uma libélula ausente.
Depois recorda o que por aí vem,
feito ribeiro transbordado de sentimentos coloridos.
No bordado do desejo do Verão que vem...
Assim, uma noite, sem avisar
a dança cumpre-se meiga como o antigo luar...
Ele repousará devagar em teus braços,
na doce doçura do abraço.
Juramos sentir que é terno o eterno
e o agora de teus lábios é afinal para sempre.
Do regaço, do fechar os olhos...E acordar.
A manhã vem aí.
domingo, 25 de julho de 2010
O saber
Abstração no teu gesto.
A ilusão de veracidade como jogo de espelhos.
Assim respira-se melhor.
Não seria capaz de apontar um único momento.
Afia-se a sensação durante os passos
no tudo poder ver,
mas nunca se está integrado no caminho.
Facil. Facil como respirar.
O saber intimamente que nos vamos cruzar.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Curvatura do sentir
Dança suave a velocidade de dias quentes, sem nada a agarrá-los ao depois a não ser a inevitabilidade de ser em movimento. Ele faz dos dias colagens onde se pode deambular viajante de tempo. As memórias são canções esquecidas. Na escuridão de planície, agarra-se o que se pode e sonha-se com a curvatura do sentir.terça-feira, 6 de julho de 2010
Canção escondida
São os dias a fazerem o pino na arena do circo dos tempos. Palavras metronómicas sem fuga possivel seguem cegas em fila indiana. Para onde? Para o fundo da garganta da música que não existe. Felizmente dou por mim dentro de um suave voar e tudo parece distante ao ponto de não ter sequer de pensar. Posso assim deixa-me render à canção escondida deste coração planar, que mesmo sem o pensar, abandona-se no sentir.segunda-feira, 5 de julho de 2010
Discorrer
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