A minha luz não me assusta! Gosto muito dela e faz-me sentir bem. Suei muito para a ter. É precisamente como escolhemos caminhar na penumbra que nos define. E essa escolha ou é geradora de mais luz ou mais penumbra.
domingo, 22 de março de 2015
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
O nosso pequeno pedaço de céu
Agarramos o nosso pequeno pedaço de céu
no breve arco-íris do aerosol.
Do gesto fez-se a janela do nosso contentamento
e mais uma vez aparece a comunhão.
Dizemos o quê? Nada.
Falamos dentro do nosso abraço.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Embalo
nu embalo das histórias sussurradas
no embalo das cortinas ao vento
no verão dos corpos poentes
nu suor da pele embalada
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Sinto
Eu respiro e isso traz memória do cheiro da ferrugem
a rodear uma energia assustada afogada nos meus braços.
Desapareces na parede, na barragem de conversa
e eu encosto-me a ti e sinto o teu ventre quente.
domingo, 17 de agosto de 2014
Escolher
Amor é veículo de crescimento. Sonhar ninguém sabe bem o que é. Vivemos para ser e para deixar de ir tendo. Sonhamos e sonhamo-nos. Os valores maiores da nossa humanidade são a vida e o amor. Eu escolho ser feliz, eu escolho amar, eu escolho ser caminho, eu escolho compadecer-me com a frágil humanidade de uma vulnerabilidade velada. Eu escolho ser o sonho e dançar ao ritmo da criatividade, essa nudez do ser. Eu escolho olhar dentro dos olhos de quem de mim é mestre e render-me para que possa crescer, sonhar, criar. Nada levamos connosco. O que de facto somos, fica para trás, na memória de outros. Teremos existido de facto? Ou seremos apenas um pensamento que alguém teve um dia? Que seja um bom pensamento. E isso não depende desse alguém no futuro. Depende de nós a cada passo no caminho que é nosso.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Solstício de Verão
Quando seguimos o nosso coração, estamos sempre no caminho certo. Mesmo que isso por vezes cause sofrimento. É o crescimento mais importante. Não crescemos todos da mesma maneira nem ao mesmo tempo. Mas se estivermos um pouco conscientes dele, talvez possamos entender um pouco melhor, não só o crescimento, mas também as limitações dos outros. Porque afinal somos feitos dessas duas dinâmicas. Amar torna-nos sempre maiores. Mesmo que doa. Não se ama senão verdadeiramente.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Saber de mim
Quero saber de mim de um modo como as árvores delas não sabem, de um modo como as nuvens não sabem afinal de que são feitas. Quero saber de mim, como negociação do relâmpago com a eternidade, do sol que nada entende do dia e da noite ou a lua das marés. Quero saber de mim, como se em mim todas as bibliotecas do mundo convergissem e de mim uma única palavra brotasse. Uma palavra-relâmpago, uma palavra-eternidade, uma palavra-árvore. Uma palavra-sol para saber de mim. Uma palavra-chave. Porque tudo permite, tudo aceita, tudo vê, tudo sente. Quero saber de mim, porque ao saber de mim, sei de ti, sei de tudo. Sentir é saber, fechar os olhos é vislumbrar. Quero saber de mim para me bastar, para me revelar, para ser tudo e coisa nenhuma. Quero sentir-me e não saber que me sinto. Quero deixar de querer
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