-O livro dos signos
sábado, 23 de outubro de 2010
Um outro nível de existência
domingo, 17 de outubro de 2010
Ton cours
Des blancs ruisseaux de Chanaan
Et des corps blancs des amoureuses
Nageurs morts suivrons-nous d'ahan
Ton cours vers d'autres nébuleuses
-Apollinaire
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Meia luz
Ah... Diz-me o que é essa meia luz dentro do teu olhar. O céu da noite nunca é assim tão escuro... E tem as estrelas. Algumas caem com as tuas ocasionais lágrimas e chamam-lhes cadentes. Eu chamo-lhes compassivas, chamo-lhes saudosas... Porque não resistiram a regressar a casa. E tudo o que basta é esse momento luminoso de rasgar a atmosfera e não mais estar lá. E no momento de olhar já passou. Diz-me então que luz é... Para que eu sinta esperança numa qualquer eternidade escondida... Uma esperança escondida entre as flores de um jardim.sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Uma espécie de vazio
De essência em essência se constrói uma espécie de vazio à volta da mais sonora invisibilidade, pois no escuro tudo perde validade menos a imaginação e a capacidade de ver. Os pedaços recortados de céu azul com nuvens somos nós a sonhá-los no tecto, como se fossem a deliverança falsamente ambicionada. De retórica se constrói afinal a visivel essência.-Dás-me luz? -alguém pergunta. Nada afinal está de facto perdido.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Dream withim a dream
Take this kiss upon the brow!And, in parting from you now,
Thus much let me avow
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day,
In a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.
I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand
How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep - while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?
-Edgar Allan Poe
domingo, 19 de setembro de 2010
A árvore oca
Não se sabe como foi acontecendo. O tempo passou ou talvez tenhamos estado imóveis com ele. E também não terá sido o caminhar no cimo dos montes quando nos sabiamos observados à distância. Sim, mestres somos em construir imagens bonitas, absortos da presença dessa criatividade.No longo corredor, de cada lado coleccionamos quartos vazios. Diz-me de onde vens e eu digo-te para onde vou... Ou talvez não. O vai-vem incessante num caminhar sempre a ser apagado. Mas quando por ela passamos, não a vemos. Há uma sabedoria antiga irradiada no ar para quem parar e a desejar apanhar. Nunca ninguém o faz. Mas todos se queixam por ninguém o fazer.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
To all love lost
Coming my way not once but twice.
Got a feeling I belong in a sea of longing
where no one is missed,
where no one is missed,
where faces and places never were.
The soft skin radiation gets it's strenght
from an imaginary sun, and the sunflower,
if there ever was one, is nothing but a dreamer.
And dreams only open at night.
But it's alright. No light, no fright will get here.
Here is nowhere and i swear
I saw a glimpse of you coming from afar,
but it was only a lonely falling star.
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