sábado, 6 de fevereiro de 2016

O estranho caso do colóquio dada


Os ocasos do acaso, o acaso do ocaso, 
o caso do acaso, o ocaso caso a caso.
É curioso que os futuristas...  Futura-me a curiosidade. 
Baba-te no meu ombro.
O ideal atraente, o atraente idiota. 
A vida não é ironia, mas viver pode ser. 
Viver é arte pura, é Natureza total. 
A Natureza não pensa, cria. Criar é não pensar.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Esta nossa ilusão


Acredito que a vida e tudo nela é sempre uma progressão, uma ascenção. Como há passagem do tempo, o «mesmo» vai mudando. Por outro lado, dizem há milénios que tudo isto é uma ilusão. Mas se assim for, há coisas preciosas nesta nossa ilusão.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Às vezes




Às vezes sinto que me cumpri,
que levarei comigo o tempo passado, 
mas também todo o tempo por vir.
Cumprir-mo-nos é isso: 
desvanecermos na eternidade.
(I have lost my touch
and you remind me there is one)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Miragem


Incendeias-me, deixo-me arder
e não te deixo apagar.
Há sempre mais uma chama dentro de ti
que me chama.
É só um pequeno lume que mantenho.
Sem esforço, sem lhe tocar 
ele ali fica à espera de outro incêndio.
Deve ser este o meu fogo que arde sem se ver.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Pequena ladainha




No fim de tudo, de toda a treta, de todo o debate, conflito, concórdia, de todos os sonhos sonhados e sonhos quebrados, objectivos e planos, de todo o amor falhado, de todo o desabrigo da chuva, de todos os pensamentos fugidios, todos os lugares vazios, todos os filmes perdidos e palavras por dizer, erros por esconder e beijos por dar, risos por libertar, gritos por pacificar e sussuros por respirar...e por tudo o mais que eu pudesse ladainhar.... no fim de tudo, as escolhas feitas constroem o caminho.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Dizem pelas paredes




O sentido do silencio é as palavras emudecerem-se, perderem-se nas páginas de um livro esquecido no canto de uma estante e aguardarem ser descobertas de novo. Dizem pelas paredes que somos instantes. Pois eu digo que somos eternidade. E é quando amamos ou desamamos que mais a sentimos. 
A eternidade não é feita de tempo e espaço mas sim de felicidade e desespero. É feita de efemeridade a vida a pulsar-nos nas veias.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Rap



Estes dias, com crise, austeridade, troika, pessoas grudadas ao telemóvel, à tv, ao pc, publicidade por todo o lado, futebol por todo o lado, facebook, osho, chagas, big mac, cinema de merda, amigos de merda, inimigos de merda, cantores de merda, merda de merda, pessoas que querem amor e geram guerra, pessoas que querem guerra e geram guerra, apatia, astrologia, ideologia, democracia, aerofagia, flatulência mental e oral, gurus, voodoos, cus, mamas e lábios enchidos com não sei quê de vaca, vidas passadas, presentes de natal e futurologia falhada, novelas «minha nossa» e «como assim?» e acordo hortugráficu e euro e alemanha, ossama, obama e bush, talk shows, reality shows, vozes a falarem para nós como se tivessemos 5 anos e a fnac que agora não presta e os supermercados e hipermercados que têm sempre demasiadas caixas vazias, e as bichas, os gays e as lésbicas que são especiais, as contas offshore e paraísos fiscais, os infernos na Terra, as rebaldarias autárquicas e o cinema português, tão bom no estrangeiro e o Porto que é um destino favorito não sei de quem e eu que estou a ficar cansado, toda a gente a falar e ninguém a ouvir.... apenas quero um pouco de felicidade a cada dia que passa. Depende em grande parte de mim e ninguém tem o direito de ma roubar seja sob que forma ou pretexto. Tenho dizido! ;)